Praise Aloikin Opoloje, de 27 anos, declarou-se inocente das acusações relacionadas com publicações nas redes sociais.
A activista social e defensora dos direitos humanos Praise Aloikin Opoloje foi detida no Uganda, na sequência de publicações nas redes sociais com críticas e expressões ofensivas dirigidas ao general Muhoozi Kainerugaba, filho do Presidente Yoweri Museveni e chefe das Forças de Defesa do país.
De acordo com informações atribuídas ao jornal Daily Monitor e à Uganda Radio Network, a detenção ocorreu a 26 de Setembro de 2026, após a activista ter sido convocada para uma esquadra policial em Namungoona, Kampala. A situação levou familiares, advogados e organizações de direitos humanos a manifestarem preocupação, tendo sido inicialmente denunciado o seu alegado desaparecimento.
Dois dias depois, a 28 de Setembro, Praise Aloikin foi apresentada ao Tribunal de Magistrados de Buganda Road. A acusação sustenta que terá utilizado um cartão SIM registado em nome de outra pessoa para alegadas actividades ilegais, ao abrigo do Regulamento de Intercepção das Comunicações de 2024.
Segundo a acusação, o número terá sido utilizado para divulgar conteúdos relacionados com Muhoozi Kainerugaba, incluindo uma publicação em que este terá sido chamado de “repolho”. A activista declarou-se inocente e foi encaminhada para a prisão de Luzira, enquanto aguarda o andamento do processo.
A defesa deverá requerer a liberdade sob fiança na próxima audiência, prevista para 14 de Outubro de 2026. Os advogados também contestam as circunstâncias da detenção e defendem o respeito pelas garantias legais da activista.
O caso suscitou preocupações entre membros da oposição, advogados e defensores dos direitos humanos, sobretudo em relação à liberdade de expressão e ao tratamento dos cidadãos que criticam figuras públicas.
Praise Aloikin é conhecida por iniciativas contra a corrupção e pela defesa dos direitos humanos, tendo recebido, em 2025, o Prémio da União Europeia para Defensores dos Direitos Humanos, de acordo com as informações fornecidas.
O processo judicial continua em curso e as acusações ainda não foram comprovadas em tribunal.
Detenção de activista reacende debate sobre liberdade de expressão.
