UM PAÍS, DUAS MEDIDAS? A TRISTEZA DE VER MOÇAMBICANOS DIVIDIDOS PELA POLÍTICA

🇲🇿 UM PAÍS, DUAS MEDIDAS? A TRISTEZA DE VER MOÇAMBICANOS DIVIDI
DOS PELA POLÍTICA

Há imagens que não precisam de muitas palavras para provocar tristeza. E há momentos em que um país inteiro deveria parar para perguntar: em que momento deixámos de ser irmãos para passarmos a ser adversários por causa de partidos políticos?

As declarações de Edivaldo Alberto levantam uma questão dolorosa sobre o ambiente político em Moçambique e sobre a forma como diferentes grupos de cidadãos podem estar a sentir o peso da repressão, da intolerância e da desigualdade no tratamento político.

Quando veículos blindados aparecem para controlar ruas, quando cidadãos são impedidos de circular ou manifestar-se e quando determinadas vozes políticas parecem ser tratadas com maior dureza do que outras, nasce uma pergunta inevitável: será que todos os moçambicanos estão realmente a ser tratados da mesma forma perante a lei?

Não deveria importar se alguém veste as cores da FRELIMO, da AMAMOLA, da oposição ou de qualquer outro movimento. Antes da camisola partidária existe uma coisa maior: somos moçambicanos.

É profundamente triste ver famílias, amigos e comunidades divididos por escolhas políticas. Mais triste ainda é imaginar que um jovem possa ser tratado como inimigo simplesmente por defender uma ideia diferente.

A Polícia pertence ao Estado e deve proteger todos os cidadãos, independentemente da sua filiação ou preferência política. Os impostos que sustentam as instituições públicas são pagos por todos — governantes, apoiantes da oposição e cidadãos que não pertencem a partido algum.

Moçambique não pode transformar a diferença política numa guerra entre irmãos.

Um partido passa. Um governo passa. Um político passa. Mas Moçambique fica. 🇲🇿

Hoje, mais do que escolher entre cores partidárias, talvez seja tempo de escolher entre divisão e união, intolerância e diálogo, medo e democracia.

Porque nenhum moçambicano deveria sentir que vale menos por pensar diferente.

A pergunta fica para todos nós: estamos a construir o Moçambique que queremos deixar aos nossos filhos ou estamos a ensinar uma geração a odiar o próprio irmão por causa de uma bandeira partidária?

Moçambique é de todos nós.

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